Antigo Centro de Referência do Idoso oferece atendimento médico e atividades educativas e culturais
Por Lucilene Oliveira, Suellen Grangeiro, Tamiris Gomes
| A juventude é dádiva da natureza, envelhecer é obra de arte (Banco de Imagens) |
Com a missão de atender às pessoas idosas de forma humanizada, o Instituto Paulista de Geriatria e Gerontologia José Ermírio de Moraes (IPGG) conta com diversos serviços e especialidades médicas. Filomena Neves Pereira Vieira, educadora de saúde pública e diretora de serviços de saúde, responsável pelo Núcleo de Educação e Saúde (NES), explica que, para o atendimento assistencial, é necessário encaminhamento da Unidade Básica de Saúde do paciente (UBS) e ser morador da região. Com uma média mensal de 7 a 8 mil atendimentos, Filomena afirma que o idoso não passa na especialidade e vai embora, que há um acompanhamento periódico.
“Todos os serviços de saúde pública têm dificuldade de fixar profissional médico, o salário do Estado não é gratificante, mesmo com vários atrativos, falta incentivo, capacitação”, conta a diretora. A aposentada Maria Patrício, 84, reclama da grande rotatividade dos médicos. “Eu passava em muitos médicos aqui e os que eu passava eram muito bons, um melhor do que o outro. Mas eles saem logo, não demora muito”, afirma. O instituto serve ainda como campus-estágio aos alunos de geriatria da USP Leste.
| Projeto Intergeracional estimula convivência entre gerações (Banco de Imagens) |
Além de assistência médica ambulatorial, o IPGG realiza atividades de convivência, com um espaço destinado à integração social do idoso. São desenvolvidas atividades recreativas, culturais, oficinas de memória e o famoso baile que ocorre todas as sextas-feiras, das 15h às 19h. “Damos valor ao trabalho de convivência, porque o que a gente preserva no idoso é a sua autonomia de escolha e promover que ele tenha um envelhecimento saudável com a manutenção de suas atividades”, diz Filomena.
Maria, que frequenta as atividades recreativas há três anos, narra feliz seus aprendizados. “Já fiz bastante coisa, eu gosto muito daqui. Ajuda demais a distrair, eu faço bijuteria, já aprendi a fazer tricô, o que eu não sabia. A gente ri muito com as brincadeiras”.
Taís Ladeia, diretora técnica do Núcleo de Eventos, há seis anos trabalha no IPGG e relata que observa vários idosos com índices de depressão, que acabam interagindo com outros idosos e resgatando a autoestima. “É interessante fazer o cronograma dos eventos e promover o bem-estar físico, psíquico e social dos idosos, fazendo uma inserção social deles, porque a nossa cultura geralmente não valoriza o idoso.
Quem é jovem geralmente não pensa que vai chegar à maior idade. Mas a previsão é que em 2050 um terço da população seja idosa, o importante é que seja um envelhecimento saudável”, afirma Taís.
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